sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dia da Consciência Negra - 20/09

Neste encontro não tivemos atividades em sala, porém a aula aconteceu diante do dia em que estávamos contemplando, O dia da Consciência Negra. Neste dia, os eventos que aconteciam na UFSB se tornaram nossa sala de aula, visto que discorriam a cerca da história de preconceito e sofrimento em que os negros passaram até começarem a ser reconhecidos nos dias atuais. Como proposta da professora Cynthia, escolheríamos entre as atividades presentes na universidade e faríamos a correlação dela com alguma das reflexões de atividades anteriores do componente curricular. Escolhi a capoeira pela relação que tenho com ela desde criança, infelizmente hoje não faço mais, porém por um bom tempo da minha infância e adolescência eu pratiquei este esporte tão regado de cultura afro-brasileira e simbolo de uma luta suada contra a escravidão da raça que ela representa. O atabaque conduz o ritmo em que meu coração bate quando eu escuto, o berimbau parece descarregar adrenalina para seu corpo movimentar e a capoeira é a resultante de toda esta mistura sensível em que é a pauta de nosso componente curricular Experiência do Sensível. Continuando as reflexões através desta introdução, colocarei abaixo a correlação feita através do sensível em contato com a atividade do Dia da Consciência Negra, irei transcrever uma analise que gravei em áudio no celular:

"Depois de um tempo longe do componente, devido a transição de componentes que temos, pois temos um modelo curricular extremamente mutável, dentro do quadrimestre, ficamos um pouco longe do FIES e agora voltamos com força total com a proposta básica de sensibilização, em um dia que precisamos muito dela, pois foi no dia representativo da Consciência Negra, em que nos fez pensar um pouco mais, sobretudo como se deu o processo histórico desta luta até chegar nesta "conscientização". O que mais me marcou e a correlação que posso fazer com os temas, e o que já foi abordado, e as minhas reflexões em cima dos temas, é sobre o som e a dança. Tivemos a representação da dança na folha, tivemos o som, e me remete muito ao inicio das apresentações em que eu pudi sentir novamente algo que me marca e que marcou muito minha infância, que foi a capoeira. Para mim, ela foi uma das formas culturais de nos prendermos, estudarmos e entendermos nossas raízes, bastante presente na minha vida. Fiz por muito tempo capoeira, e sou apaixonado pelos sons(berimbau, atabaque, o pandeiro), então me remeteu muito a esta singularidade que podemos dar as representações que os sons podem ter na nossa vida. O que pode ser algo nostálgico para um, não necessariamente será para outro. Tudo isso me remeteu um pouco as reflexões da terra, visto que me senti amplamente representado e significado no dia da Consciência Negra, pois a capoeira seria a representação da minha terra africana, aqui no Brasil."


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