Acho interessante como são
escolhidos os elementos e aspectos cotidianos para nossas analises através das
atividades, acabei percebendo como podemos estimular as outras pessoas a serem
criticas em cima do seu dia a dia com simples exercícios em cima de suas
praticas rotineiras, através da observação e da correlação. Quando paramos para
observar temos a noção do total cenário em que estamos imersos e da quantidade
de coisas que nos cerca. Já a correlação nos aproxima mais ainda o sentido das
“coisas” observadas com as nossas ideias e praticas, fazendo com que você
atribua ou pense na existência de um tipo de conexão entre ambos.
Deixando um pouco meus
devaneios de lado, meu diário foi feito em um dia muito plural, o que me fez
gravar desde horas de estudo até momentos de farra com os amigos. Dividi ele em
4 grupo de horários e que são norteados pelos meus afazeres. O primeiro deles
relata quando acordei até sair de casa, o segundo aborda meu andar em direção
ao ponto de ônibus e logo após minha tarde na faculdade com o grupo de
pesquisa, o terceiro fala de momentos em casa e da minha saída para curtir o
final de semana e o quarto retrata as farras do dia porque diversão é
essencial. Também resolvi nomear estes grupos, como forma de traduzir um pouco
o que senti escutando eles.
Nos primeiros minutos
escutei muito rádio, conversas paralelas das vizinhas, automóveis, meu
papagaio, som dos meus passos descendo a escada e abrindo o portão, basicamente
sons que nos remete a final de semana em casa geralmente de um bairro mais
popular. Engraçado que sempre foi assim, mas escutar gravações desses áudios me
bateu certa nostalgia. Chamando-se então de Sons das Lembranças.
Nos próximos minutos escutei
barulhos de construção, moto, musica alta, uma parte da aula em que um aluno
dava sobre filosofia do pensamento, o intervalo da atividade com conversas
minhas e de meus colegas, outro aluno falando sobre neurociência e fala dos
professores. Entendo assim que houve uma prevalência das minhas atividades
acadêmicas neste segundo grupo de gravação, por isso chamo-o de Sons da
Academia.
No 3 grupo de sons, pude
ouvir o sons dos pratos que lavava em casa, a agua batendo nos pratos ,talheres
e na própria pia, som dos copos, conversas com minha mãe, o som da televisão, e
mais uma vez o descer das escadas, dos meus passos, de moto, musicas. Então
como houve uma repetição de sons em que não foram dentro de minha casa e a
prevalência se deu no meu lar, chamo este grupo então de Sons Domésticos.
No ultimo grupo em que
separei, não tenho muito a dizer pois é a hora em que eu menos me preocupei com
eles, pois estava com amigos, escutando diversas musicas diferentes, teve um
momento mais tranquilo que foi quando fomos à casa de um amigo porem o restante
foi todo um caos sonoro, se assim posso dizer. Então vou chama-lo de Sons da
Desordem Recreativa.
Após esta atividade também
notei a falta de sons mais naturais no meu cotidiano, vivemos em selvas de
pedras e metais em que não conseguimos mais ter este amplo contato com a
natureza e queria deixar relatado aqui o quanto senti falta disto. No mas, este
foi um pouco de um dia meu em que escutei e pude fazer essas tais inferências.

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